Como o MP4 organiza os metadados
Um MP4 é uma árvore de caixas (átomos). O vídeo e o áudio ficam no mdat; tudo o que descreve o arquivo fica no moov. É ali que celulares Android gravam o GPS (©xyz), que editores gravam o próprio nome (©too) e que o arquivo marca quando foi criado (creation_time no mvhd e em cada faixa).
Programas da Adobe acrescentam um bloco XMP com CreatorTool, DocumentID e às vezes o histórico de salvamentos. Exportações de apps de edição costumam deixar o encoder identificado, o que revela o fluxo de trabalho de quem produziu o vídeo.
Por que limpar um MP4 antes de enviar
Plataformas como Instagram e TikTok recomprimem o arquivo e descartam boa parte desses átomos. Já e-mail, Google Drive, WeTransfer, WhatsApp como documento e entregas para clientes preservam o MP4 original, com localização, datas e nome de projeto.
Por que conversores e comandos não bastam
Converter o MP4 em outro programa costuma recomprimir o vídeo e, muitas vezes, copia os mesmos átomos para o arquivo novo. Ferramentas de linha de comando removem os metadados globais, mas mantêm os nomes de faixa e as marcações do encoder dentro do stream. O MetaRemove limpa também esses resíduos, sem recompressão, e mostra o antes e o depois.